ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO
O
Atendimento Educacional Especializado – AEE já é, comprovadamente, uma
conquista social para todos que acreditam na inclusão como caminho para a
efetiva ação democrática na escola. Nessa unidade de estudos, foi possível se
apropriar ainda mais das informações que orientam e abrem espaços para
discussões sobre os diferentes fazeres realizados com as diferentes
especificidades dos alunos com necessidades especiais. O professor
especializado tem grande importância no processo de inclusão da escola como
lócus de atendimento de todos os alunos. É fato que mudanças significativas
ocorreram no Brasil de forma a contribuir positivamente na qualificação do
atendimento às crianças/adolescentes com necessidades especiais, mas vale
ressaltar que na prática, muita coisa ainda precisa ser feita para que a ESCOLA
seja espaço de construção de conhecimento para todos que estão nela inserido.
A qualificação do profissional que se dispõe a trabalhar com a
Educação Especial precisa ser uma constante, pois a escola ainda precisa se
qualificar e se apropriar das novas proposições de trabalho para oferecer o
atendimento que se faz necessário para que a inclusão realmente aconteça.
Superar a questão do direito à inserção e permanência nas escolas para que toda
comunidade escolar se faça presente em todo o processo de acolhimento e
inclusão com atendimento qualitativo e eficaz a todos os sujeitos. É preciso
superar a segregação do atendimento aos alunos com necessidades especiais que,
muitas vezes, ficam sob a responsabilidade única dos profissionais especializados,
numa “inclusão” que se limita à sala de Recursos e ao acompanhamento do
professor especializado e/ou estagiários. O diálogo e os conhecimentos precisam
ser compartilhados, assim como a responsabilidade de toda escola no processo de
inclusão. A escola precisa ser a protagonista, e para isso, deverá contar com
todos os profissionais, seus conhecimentos e também suas limitações. A formação
é de extrema importância para qualificar todo o processo.
A cada nova leitura, a cada novo debate, novas inquietações me
levavam para as práticas que são realizadas na escola que trabalho. Quanto mais
informações, maior amplitude tem nosso olhar sobre aquilo que estávamos
acostumados a ver e, muitas vezes, sem condições de ser crítico o suficiente
para contribuir, furtamo-nos em apenas saber que alguma coisa acontece. Por
isso achei de extrema importância toda aprendizagem sugerida, pois, mesmo não
atuando na sala de recurso com crianças com deficiência, me sinto capaz de
contribuir com o que é feito na escola.
A metodologia de estudo de caso (Roberto) apresentou um fato e
os desafios que precisavam ser vencidos para garantir o atendimento de um aluno
na escola. Pensar sobre situações “problema” foi importante para que a reflexão
sobre as inúmeras possibilidades fossem apresentadas pelos colegas que têm
diferentes situações que seriam “o problema” para resolver. Identificar
necessidades em alunos possíveis nos mostrou como a escola é, muitas vezes, um
grande obstáculo na vida de alguns alunos que precisam de atendimento
especializado. Perceber nossa escola e nos perceber protagonista no processo
foi muito importante para aguçar nosso senso crítico para as diferentes
situações que emergiram a cada novo diálogo.
Outra situação que muito enriqueceu meu conhecimento foi a
organização e o planejamento do plano de AEE para o aluno ser atendido na SRM
(Sala de Recurso Multifuncional). São muitas as possibilidades que se pode
pensar, porém a troca de experiências com aquele que atua na área, facilitou
muito compreender o que de fato seria possível. Elaborar um plano de trabalho
para aluno é, sem dúvida, o melhor caminho para estruturar ações necessárias
para o desenvolvimento da aprendizagem e atendimento às especificidades.