quarta-feira, 2 de julho de 2014
O Modelo dos Modelos
Diz
o romance no capítulo “O Modelo dos modelos”, que em uma época de sua vida
Palomar tentou construir em sua mente o modelo mais lógico e geométrico
possível, com o objetivo aplicá-lo à realidade. A partir daí fez correções para
que realidade e modelo coincidissem. Esse, segundo ele, seria o procedimento
correto, o mesmo que é usado por físicos e astrônomos.
Ítalo
Calvino é um autor que pensa a literatura como um espaço em que diversos campos
se cruzam, levando seus leitores a refletirem sobre separações estanques que a
nossa tradição escolar opera e impõe, como, principalmente, entre ciência e
arte. Retoma-se aqui a noção clássica, que perdura até a modernidade, de que o
conhecimento científico pressupõe a aplicação de procedimentos e teorias que
garantem (ou pretendem garantir) a sua validade, garantia que se fundamenta nas
ideias de demonstração, descrição e corrigibilidade (ABBAGNANO, 2000).
A
diversidade e o infinito no mundo das experiências deveriam ser encarados como
convites sempre abertos de aprendizagem e esta precisa ser encarada como um processo ao mesmo tempo contínuo,
aberto, inacabado.
quinta-feira, 15 de maio de 2014
Tecnologia Assistiva para a Comunicação Alternativa
PECS - Tecnologia Assistiva para a Comunicação Alternativa
PECS
PECS - Sistema de
Comunicação por Figuras (Picture Exchange Communication System) - Os PECS são muito importantes na vida de um
autista. Quer para autistas verbais como não verbais, são uma forma de
comunicação excelente! De comunicação e organização!
As pessoas com
deficiência enfrentam, na interação, ao participar de práticas culturais,
algumas barreiras. Essas barreiras podem ser superadas ou parcialmente
compensadas a partir do uso de tecnologias como computador e tecnologia
assistiva. Valente (2008) considera que muitas barreiras entre a pessoa e o
mundo são minimizadas com o uso da tecnologia.
Os recursos são
constituídos por objetos ou equipamentos, por meio dos quais se consegue
transmitir uma mensagem. Segundo classificação de Zaporoszenko e Alencar (2008), tais recursos utilizados em CA
podem ser tanto de baixa quanto de alta tecnologia. Os de baixa tecnologia podem
ser representados por gestos manuais, expressões faciais, Código Morse e
através de signos gráficos. Os signos gráficos podem ser elaborados por meio da
escrita, de desenhos, de figuras (fotos, gravuras, entre outros) e de símbolos
pictórios. Para tanto, é possível utilizar os mais variados sistemas de CA, através dos quais podem ser
elaboradas pranchas, painéis, carteiras, entre outros (ZAPOROSZENKO e ALENCAR, 2008).
Aluno: João Pedro
Série: 1º ano – 06 anos de idade
O material deverá ser usado na escola: sala regular e sala de recurso e
demais espaços que se fizerem necessário.
Pranchas
de utilização individual - confecção a partir da discussão das
necessidades do aluno. Na elaboração de pranchas de CAA, a parceria com o
Atendimento Educacional Especializado (AEE) e com os profissionais da saúde que
acompanham a criança ou o jovem fornece maior segurança para a seleção do tipo
de recurso e das técnicas mais apropriadas a cada estudo de caso.
EXEMPLOS:
segunda-feira, 31 de março de 2014
Deficiência Múltipla e Surdocegueira
DIFERENÇA ENTRE SURDOCEGUEIRA E
DEFICIÊNCIA MÚLTIPLA

Surdocegueira – Deficiência única que apresenta a deficiência auditiva e visual concomitantemente em diferentes graus, necessitando desenvolver formas diferenciadas de comunicação para aprender e interagir com a sociedade. É considerado surdocego a pessoa que apresenta estas duas limitações, independente do grau das perdas auditiva e visual. A surdocegueira pode ser congênita ou adquirida e não é deficiência múltipla. Segundo o fascículo (AEE-DM), as pessoas surdocegas estão divididas em quatro categorias: pessoas que eram cegas e se tornaram surdas; que eram surdos e se tornaram cegos; pessoas que se tornaram surdocegos; pessoas que nasceram surdocegos, ou se tornaram surdocegos antes de terem aprendido alguma linguagem.
Deficiência Múltipla – Associação, na mesma pessoa, de duas ou mais deficiências primárias (mental/visual/auditiva/física), “é uma condição heterogênea que identifica diferentes grupos de pessoas, revelando associações diversas que afetam, mais ou menos intensamente, o funcionamento individual e o relacionamento social” (fascículo DMU). As pessoas com deficiência múltipla apresentam características específicas, individuais, singulares e não apresentam necessariamente os mesmos tipos de deficiência, podem apresentar cegueira e deficiência mental; deficiência auditiva e deficiência mental; deficiência auditiva e autismo e outros.
quarta-feira, 12 de março de 2014
AEE Pessoa com Surdez - Resumo
DAMÁZIO, M. F. M.; ALVES, C. B. Atendimento
Educacional Especializado do aluno com surdez. Capítulo 2. São Paulo: Moderna,
2010.
A educação escolar do aluno com surdez é
bastante complexa e é preciso um atendimento que se proponha a quebrar
barreiras linguísticas e pedagógicas para garantir a inclusão de todos os
alunos. A implementação de diretrizes e ações que favoreçam as práticas
educacionais inclusivas precisam ser norteadas por fundamentos básicos que
capacitem o profissional e garanta práticas significativas e o direito à
diversidade.
É preciso romper com preconceitos que foram
construídos a partir do desconhecimento sobre as especificidades e necessidades
dos alunos com surdez e as muitas barreiras sociais que estão cristalizadas
pela incapacidade das propostas pedagógicas que foram desenvolvidas
tradicionalmente sem considerar a diversidade linguística e, por isso, reproduz
a ideia de incapacidade da pessoa com surdez.
Diferentes concepções cercam as discussões
sobre as questões que envolvem a garantia de direito da pessoa com surdez na
escola. Para que as ações não sejam segregadoras, ou seja, em nome da diferença
ser excluído, é preciso reconhecer a escola como espaço democrático às
diferenças e garanta, através da coletividade, que seja um espaço de aquisição
e de conhecimento e cultura. A escola precisa garantir ainda que os sujeitos
nela inseridos exerçam sua cidadania, de acordo com os princípios
constitucionais do seu país.
A garantia do Atendimento Educacional
especializado para alunos com surdez se faz necessário para qualificar o
processo de ensino e aprendizagem. Dorziat (1998) afirma que é primordial o
aperfeiçoamento da escola comum em favor de todos os alunos. Para essa garantia
aos alunos com surdez é necessário que os profissionais conheçam e usam a
Língua de Sinais e implemente ações que garantam um ambientes educacionais
estimuladores, que desafiem o pensamento e explorem as capacidades desses
alunos e favoreçam a interação de toda comunidade escolar.
Organizar ambientes que os alunos com surdez
estão inseridos é sinônimo de garantia de condições para que se estabeleçam
trocas simbólicas com o meio físico e social. Com base nessa informação, Poker
(2001) constatou que a natureza do problema cognitivo da pessoa com surdez está
relacionada a:
[...] deficiência da troca simbóloca, ou
seja, o meio escolar não expõe esses alunos a solicitações capazes de exigir
deles a coordenações mentais cada vez mais elaboradas, que favorecerão o
mecanismo da abstração reflexionante e, consequentemente, os avanços cognitivos
(POKER,2001:300).
Para garantir uma escola inclusiva para o
aluno com surdez é preciso considerar o direito de acesso ao conhecimento, à
acessibilidade, bem como o Atendimento Educacional Especializado (AEE). Assim,
a escola comum precisa viabilizar o AEE no turno contrário, contemplando o
ensino de Libras, o ensino em Libras, o ensino da Língua Portuguesa, oferecendo
uma educação bilíngue, e as duas línguas passarão a coexistir no espaço da
escola. Conforme Damázio, os três momentos didático-pedagógicos precisam ser
respeitados:
Referências
Coletânea UFC-MEC/2010: A Educação Especial na
Perspectiva da Inclusão Escolar. Fascículo 05: Educação Escolar de Pessoas com Surdez – Atendimento Educacional Especializado em Construção, p.46-57.
DAMÁZIO, M. F. M.; ALVES, C. B. Atendimento Educacional Especializado do
Aluno com Surdez. Capítulo 2. São Paulo : Moderna, 2010.
quinta-feira, 6 de março de 2014
AEE- Pessoa com Surdez
No
atual contexto educacional, a discussão sobre Educação Inclusiva
ganha um significativo espaço social e acadêmico, tendo por base o
fundamento legal do direito de todos à educação. No entanto, essa
perspectiva inclusiva não deve envolver apenas a inserção de todos
na instituição escolar, mas também seu processo de
desenvolvimento, escolarização e formação social.
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