quarta-feira, 12 de março de 2014

AEE Pessoa com Surdez - Resumo


DAMÁZIO, M. F. M.; ALVES, C. B. Atendimento Educacional Especializado do aluno com surdez. Capítulo 2. São Paulo: Moderna, 2010.

 

A educação escolar do aluno com surdez é bastante complexa e é preciso um atendimento que se proponha a quebrar barreiras linguísticas e pedagógicas para garantir a inclusão de todos os alunos. A implementação de diretrizes e ações que favoreçam as práticas educacionais inclusivas precisam ser norteadas por fundamentos básicos que capacitem o profissional e garanta práticas significativas e o direito à diversidade.

É preciso romper com preconceitos que foram construídos a partir do desconhecimento sobre as especificidades e necessidades dos alunos com surdez e as muitas barreiras sociais que estão cristalizadas pela incapacidade das propostas pedagógicas que foram desenvolvidas tradicionalmente sem considerar a diversidade linguística e, por isso, reproduz a ideia de incapacidade da pessoa com surdez.

Diferentes concepções cercam as discussões sobre as questões que envolvem a garantia de direito da pessoa com surdez na escola. Para que as ações não sejam segregadoras, ou seja, em nome da diferença ser excluído, é preciso reconhecer a escola como espaço democrático às diferenças e garanta, através da coletividade, que seja um espaço de aquisição e de conhecimento e cultura. A escola precisa garantir ainda que os sujeitos nela inseridos exerçam sua cidadania, de acordo com os princípios constitucionais do seu país.

A garantia do Atendimento Educacional especializado para alunos com surdez se faz necessário para qualificar o processo de ensino e aprendizagem. Dorziat (1998) afirma que é primordial o aperfeiçoamento da escola comum em favor de todos os alunos. Para essa garantia aos alunos com surdez é necessário que os profissionais conheçam e usam a Língua de Sinais e implemente ações que garantam um ambientes educacionais estimuladores, que desafiem o pensamento e explorem as capacidades desses alunos e favoreçam a interação de toda comunidade escolar.

Organizar ambientes que os alunos com surdez estão inseridos é sinônimo de garantia de condições para que se estabeleçam trocas simbólicas com o meio físico e social. Com base nessa informação, Poker (2001) constatou que a natureza do problema cognitivo da pessoa com surdez está relacionada a:

[...] deficiência da troca simbóloca, ou seja, o meio escolar não expõe esses alunos a solicitações capazes de exigir deles a coordenações mentais cada vez mais elaboradas, que favorecerão o mecanismo da abstração reflexionante e, consequentemente, os avanços cognitivos (POKER,2001:300).

 

Para garantir uma escola inclusiva para o aluno com surdez é preciso considerar o direito de acesso ao conhecimento, à acessibilidade, bem como o Atendimento Educacional Especializado (AEE). Assim, a escola comum precisa viabilizar o AEE no turno contrário, contemplando o ensino de Libras, o ensino em Libras, o ensino da Língua Portuguesa, oferecendo uma educação bilíngue, e as duas línguas passarão a coexistir no espaço da escola. Conforme Damázio, os três momentos didático-pedagógicos precisam ser respeitados:

 

 

Referências

 

Coletânea UFC-MEC/2010: A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar. Fascículo 05: Educação Escolar de Pessoas com Surdez – Atendimento Educacional Especializado em Construção, p.46-57.

 

 

DAMÁZIO, M. F. M.; ALVES, C. B. Atendimento Educacional Especializado do Aluno com Surdez. Capítulo 2. São Paulo : Moderna, 2010.

 

 

 

 

quinta-feira, 6 de março de 2014

AEE- Pessoa com Surdez


No atual contexto educacional, a discussão sobre Educação Inclusiva ganha um significativo espaço social e acadêmico, tendo por base o fundamento legal do direito de todos à educação. No entanto, essa perspectiva inclusiva não deve envolver apenas a inserção de todos na instituição escolar, mas também seu processo de desenvolvimento, escolarização e formação social.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

O Anão que Virou Gigante - audiodescrição Mil Palavras



VÍDEO COMPLETO!!!! VALE A PENA CONFERIR E SOCIALIZAR COM A TURMA TODA!!!

Respeitar as diferenças

Só assim se consegue afastar o fantasma do preconceito e formar jovens mais tolerantes!

Não somos iguais em tudo, mas conquistamos o direito à igualdade e devemos reclamá-lo, toda vez que as nossas diferenças forem motivo de exclusão, discriminação, limitação de possibilidades, na escola, na sociedade em geral. A discussão da igualdade na escola está contida no direito de todos à educação. Esse direito é uma conquista democrática e está
expresso em nossa Constituição Federal de 1988. Como assegurá-lo a todos os escolares brasileiros, sem distinções de qualquer tipo, natureza?
 
 


O Anão que Virou Gigante - audiodescrição Mil Palavras




VÍDEO COMPLETO!!!! VALE A PENA CONFERIR E SOCIALIZAR COM A TURMA TODA!!!!!
Esse vídeo também é muito legal!!!! Audiodescrição de uma propaganda do Greenpeace!

A audiodescrição é um recurso de acessibilidade que permite que as pessoas com deficiência visual possam assistir e entender melhor filmes, peças de teatro, programas de TV, exposições, mostras, musicais, óperas e outros, ouvindo o que pode ser visto. É a arte de transformar aquilo que é visto no que é ouvido, o que abre muitas janelas do mundo para as pessoas com deficiência visual.

O que a Audiodescrição Possibilita?

Com este recurso é possível conhecer cenários, figurinos, expressões faciais, linguagem corporal, entrada e saída de personagens de cena, bem como outros tipos de ação, utilizados em televisão, cinema, teatro, museus e exposições.Desta forma, as pessoas com deficiência visual poderão frequentar sessões de cinema, ir ao teatro e a outros espetáculos, visitar museus, exposições e mostras, atividades que, geralmente, não fazem parte do cotidiano destas pessoas; em primeiro lugar porque são artes que exploram os recursos visuais tanto na cenografia como na caracterização dos personagens e da época. Em segundo, porque a sociedade, em geral, impede o acesso das pessoas com deficiência a determinados espaços, confinando-as a conviver com seus pares em espaços especialmente destinados a elas, como as escolas especiais.

Ainda é pequeno o número de ações que visam possibilitar o acesso das pessoas com deficiência a todas as atividades da vida diária, incluindo aqui as atividades sociais e culturais.

O feedback das pessoas com deficiência visual que já experimentaram o recurso comprova a sua utilidade e eficácia - há um aumento significativo do entendimento, o que contribui para a inclusão social e cultural destas pessoas, ampliando, e muito, suas opções de lazer e cultura.
AUDIODESCRIÇÃO: O Anão que virou Gigante!


Podemos entender a audiodescrição como

 

[...] um recurso de acessibilidade que amplia o entendimento das pessoas com deficiência visual em eventos culturais, gravados ou ao vivo, como: peças de teatro, programas de TV, exposições, mostras, musicais, óperas, desfiles e espetáculos de dança; eventos turísticos, esportivos, pedagógicos e científicos tais como aulas, seminários, congressos, palestras, feiras e outros, por meio de informação sonora. É uma atividade de mediação linguística, uma modalidade de tradução intersemiótica, que transforma o visual em verbal, abrindo possibilidades maiores de acesso à cultura e à informação, contribuindo para a inclusão cultural, social e escolar. Além das pessoas com deficiência visual, a audiodescrição amplia também o entendimento de pessoas com deficiência intelectual, idosos e disléxicos. (MOTTA & FILLHO, 2010, p. 7)

Esse Vídeo é muito bom para trabalhar com todos os alunos da escola pois fala da convivência e o respeito entre as pessoas!!! É muito importante trazer o diálogo sobre as diferenças para garantir espaço de respeito entre toda comunidade escolar!!!!
http://youtu.be/DzeeVPGN--Q

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Atividades para Alice!!!!


A Deficiência Intelectual é a limitação em pelo menos duas das seguintes habilidades: comunicação, autocuidado, vida no lar, adaptação social, saúde e segurança, uso de recursos da comunidade, determinação, funções acadêmicas, lazer e trabalho. O termo substituiu "deficiência mental" em 2004, por recomendação da Organização das Nações Unidas (ONU), para evitar confusões com "doença mental", que é um estado patológico de pessoas que têm o intelecto igual da média, mas que, por algum problema, acabam temporariamente sem usá-lo em sua capacidade plena. As causas variam e são complexas, englobando fatores genéticos, como a síndrome de Down, e ambientais, como os decorrentes de infecções e uso de drogas na gravidez, dificuldades no parto, prematuridade, meningite e traumas cranianos. Os Transtornos Globais de Desenvolvimento (TGDs), como o autismo, também costumam causar limitações. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 5% da população mundial tem alguma deficiência intelectual.

São três as principais dificuldades enfrentadas por eles: falta de concentração, entraves na comunicação e na interação e menor capacidade para entender a lógica de funcionamento das línguas, por não compreender a representação escrita ou necessitar de um sistema de aprendizado diferente. Alunos com dificuldade de concentração precisam de espaço organizado, rotina, atividades lógicas e regras. Como a sala de aula tem muitos elementos - colegas, professor, quadro-negro, livros e materiais -, focar o raciocínio fica ainda mais difícil. Por isso, é ideal que as aulas tenham um início prático e instrumentalizado. "Não adianta insistir em falar a mesma coisa várias vezes. Não se trata de reforço. Ele precisa desenvolver a habilidade de prestar atenção com estratégias diferenciadas para, depois, entender o conteúdo", diz Maria Tereza Eglér Mantoan, doutora e docente em Psicologia Educacional da Universida de Estadual de Campinas (Unicamp).


      Montar o próprio nome e o nome dos colegas.

A falta de compreensão da função da escrita como representação da linguagem é outra característica comum em quem tem deficiência intelectual. Essa imaturidade do sistema neurológico pede estratégias que servem para a criança desenvolver a capacidade de relacionar o falado com o escrito. Para ajudar, o professor deve enaltecer o uso social da língua e usar ilustrações e fichas de leitura. O objetivo delas é acostumar o estudante a relacionar imagens com textos. A elaboração de relatórios sobre o que está sendo feito também ajuda nas etapas avançadas da alfabetização.

Listagem de nomes dos alunos da sala com fotos

QUEBRA-PALAVRAS COM FOTOS DA TURMA DE ALICE

Estimula:
Interesse por letras e palavras, Composição de figuras e palavras,(no caso de Alice os desenhos serão substituídos por fotos e o nome dos alunos da turma), reconhecimento de letras, ordenação das letras na palavra.

Descrição:

Pedaços de papel cartão com 15cm de altura e comprimento de acordo com
a extensão da palavra (nome), nas quais são desenhadas (ou coladas) fotos (Xerox) e, abaixo das mesmas, o nome correspondente, em letra de forma. As cartelas são cortadas emtiras verticais de forma que a cada letra corresponda um pedaço da foto do colega.

Exploração:

-Entregar para a criança o conjunto de tiras de cada figura e sugerir que descubra qual o nome poderá ser formada. A composição da figura é também a composição da palavra.

 
 Caixa com fotos dos alunos da turma de Alice. A aluna deverá identificar a foto do colega e tentar dizer o nome, identificá-lo no cartaz da turma e montar o QUEBRA-PALAVRA  desse coleguinha.