segunda-feira, 31 de março de 2014

Deficiência Múltipla e Surdocegueira


DIFERENÇA ENTRE SURDOCEGUEIRA E 

DEFICIÊNCIA MÚLTIPLA


Surdocegueira – Deficiência única que apresenta a deficiência auditiva e visual concomitantemente em diferentes graus, necessitando desenvolver formas diferenciadas de comunicação para aprender e interagir com a sociedade. É considerado surdocego a pessoa que apresenta estas duas limitações, independente do grau das perdas auditiva e visual. A surdocegueira pode ser congênita ou adquirida e não é deficiência múltipla. Segundo o fascículo (AEE-DM), as pessoas surdocegas estão divididas em quatro categorias: pessoas que eram cegas e se tornaram surdas; que eram surdos e se tornaram cegos; pessoas que se tornaram surdocegos; pessoas que nasceram surdocegos, ou se tornaram surdocegos antes de terem aprendido alguma linguagem.  

Deficiência Múltipla – Associação, na mesma pessoa, de duas ou mais deficiências primárias (mental/visual/auditiva/física), “é uma condição heterogênea que identifica diferentes grupos de pessoas, revelando associações diversas que afetam, mais ou menos intensamente, o funcionamento individual e o relacionamento social” (fascículo DMU). As pessoas com deficiência múltipla apresentam características específicas, individuais, singulares e não apresentam necessariamente os mesmos tipos de deficiência, podem apresentar cegueira e deficiência mental; deficiência auditiva e deficiência mental; deficiência auditiva e autismo e outros.






quarta-feira, 12 de março de 2014

AEE Pessoa com Surdez - Resumo


DAMÁZIO, M. F. M.; ALVES, C. B. Atendimento Educacional Especializado do aluno com surdez. Capítulo 2. São Paulo: Moderna, 2010.

 

A educação escolar do aluno com surdez é bastante complexa e é preciso um atendimento que se proponha a quebrar barreiras linguísticas e pedagógicas para garantir a inclusão de todos os alunos. A implementação de diretrizes e ações que favoreçam as práticas educacionais inclusivas precisam ser norteadas por fundamentos básicos que capacitem o profissional e garanta práticas significativas e o direito à diversidade.

É preciso romper com preconceitos que foram construídos a partir do desconhecimento sobre as especificidades e necessidades dos alunos com surdez e as muitas barreiras sociais que estão cristalizadas pela incapacidade das propostas pedagógicas que foram desenvolvidas tradicionalmente sem considerar a diversidade linguística e, por isso, reproduz a ideia de incapacidade da pessoa com surdez.

Diferentes concepções cercam as discussões sobre as questões que envolvem a garantia de direito da pessoa com surdez na escola. Para que as ações não sejam segregadoras, ou seja, em nome da diferença ser excluído, é preciso reconhecer a escola como espaço democrático às diferenças e garanta, através da coletividade, que seja um espaço de aquisição e de conhecimento e cultura. A escola precisa garantir ainda que os sujeitos nela inseridos exerçam sua cidadania, de acordo com os princípios constitucionais do seu país.

A garantia do Atendimento Educacional especializado para alunos com surdez se faz necessário para qualificar o processo de ensino e aprendizagem. Dorziat (1998) afirma que é primordial o aperfeiçoamento da escola comum em favor de todos os alunos. Para essa garantia aos alunos com surdez é necessário que os profissionais conheçam e usam a Língua de Sinais e implemente ações que garantam um ambientes educacionais estimuladores, que desafiem o pensamento e explorem as capacidades desses alunos e favoreçam a interação de toda comunidade escolar.

Organizar ambientes que os alunos com surdez estão inseridos é sinônimo de garantia de condições para que se estabeleçam trocas simbólicas com o meio físico e social. Com base nessa informação, Poker (2001) constatou que a natureza do problema cognitivo da pessoa com surdez está relacionada a:

[...] deficiência da troca simbóloca, ou seja, o meio escolar não expõe esses alunos a solicitações capazes de exigir deles a coordenações mentais cada vez mais elaboradas, que favorecerão o mecanismo da abstração reflexionante e, consequentemente, os avanços cognitivos (POKER,2001:300).

 

Para garantir uma escola inclusiva para o aluno com surdez é preciso considerar o direito de acesso ao conhecimento, à acessibilidade, bem como o Atendimento Educacional Especializado (AEE). Assim, a escola comum precisa viabilizar o AEE no turno contrário, contemplando o ensino de Libras, o ensino em Libras, o ensino da Língua Portuguesa, oferecendo uma educação bilíngue, e as duas línguas passarão a coexistir no espaço da escola. Conforme Damázio, os três momentos didático-pedagógicos precisam ser respeitados:

 

 

Referências

 

Coletânea UFC-MEC/2010: A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar. Fascículo 05: Educação Escolar de Pessoas com Surdez – Atendimento Educacional Especializado em Construção, p.46-57.

 

 

DAMÁZIO, M. F. M.; ALVES, C. B. Atendimento Educacional Especializado do Aluno com Surdez. Capítulo 2. São Paulo : Moderna, 2010.

 

 

 

 

quinta-feira, 6 de março de 2014

AEE- Pessoa com Surdez


No atual contexto educacional, a discussão sobre Educação Inclusiva ganha um significativo espaço social e acadêmico, tendo por base o fundamento legal do direito de todos à educação. No entanto, essa perspectiva inclusiva não deve envolver apenas a inserção de todos na instituição escolar, mas também seu processo de desenvolvimento, escolarização e formação social.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

O Anão que Virou Gigante - audiodescrição Mil Palavras



VÍDEO COMPLETO!!!! VALE A PENA CONFERIR E SOCIALIZAR COM A TURMA TODA!!!

Respeitar as diferenças

Só assim se consegue afastar o fantasma do preconceito e formar jovens mais tolerantes!

Não somos iguais em tudo, mas conquistamos o direito à igualdade e devemos reclamá-lo, toda vez que as nossas diferenças forem motivo de exclusão, discriminação, limitação de possibilidades, na escola, na sociedade em geral. A discussão da igualdade na escola está contida no direito de todos à educação. Esse direito é uma conquista democrática e está
expresso em nossa Constituição Federal de 1988. Como assegurá-lo a todos os escolares brasileiros, sem distinções de qualquer tipo, natureza?
 
 


O Anão que Virou Gigante - audiodescrição Mil Palavras




VÍDEO COMPLETO!!!! VALE A PENA CONFERIR E SOCIALIZAR COM A TURMA TODA!!!!!
Esse vídeo também é muito legal!!!! Audiodescrição de uma propaganda do Greenpeace!

A audiodescrição é um recurso de acessibilidade que permite que as pessoas com deficiência visual possam assistir e entender melhor filmes, peças de teatro, programas de TV, exposições, mostras, musicais, óperas e outros, ouvindo o que pode ser visto. É a arte de transformar aquilo que é visto no que é ouvido, o que abre muitas janelas do mundo para as pessoas com deficiência visual.

O que a Audiodescrição Possibilita?

Com este recurso é possível conhecer cenários, figurinos, expressões faciais, linguagem corporal, entrada e saída de personagens de cena, bem como outros tipos de ação, utilizados em televisão, cinema, teatro, museus e exposições.Desta forma, as pessoas com deficiência visual poderão frequentar sessões de cinema, ir ao teatro e a outros espetáculos, visitar museus, exposições e mostras, atividades que, geralmente, não fazem parte do cotidiano destas pessoas; em primeiro lugar porque são artes que exploram os recursos visuais tanto na cenografia como na caracterização dos personagens e da época. Em segundo, porque a sociedade, em geral, impede o acesso das pessoas com deficiência a determinados espaços, confinando-as a conviver com seus pares em espaços especialmente destinados a elas, como as escolas especiais.

Ainda é pequeno o número de ações que visam possibilitar o acesso das pessoas com deficiência a todas as atividades da vida diária, incluindo aqui as atividades sociais e culturais.

O feedback das pessoas com deficiência visual que já experimentaram o recurso comprova a sua utilidade e eficácia - há um aumento significativo do entendimento, o que contribui para a inclusão social e cultural destas pessoas, ampliando, e muito, suas opções de lazer e cultura.
AUDIODESCRIÇÃO: O Anão que virou Gigante!


Podemos entender a audiodescrição como

 

[...] um recurso de acessibilidade que amplia o entendimento das pessoas com deficiência visual em eventos culturais, gravados ou ao vivo, como: peças de teatro, programas de TV, exposições, mostras, musicais, óperas, desfiles e espetáculos de dança; eventos turísticos, esportivos, pedagógicos e científicos tais como aulas, seminários, congressos, palestras, feiras e outros, por meio de informação sonora. É uma atividade de mediação linguística, uma modalidade de tradução intersemiótica, que transforma o visual em verbal, abrindo possibilidades maiores de acesso à cultura e à informação, contribuindo para a inclusão cultural, social e escolar. Além das pessoas com deficiência visual, a audiodescrição amplia também o entendimento de pessoas com deficiência intelectual, idosos e disléxicos. (MOTTA & FILLHO, 2010, p. 7)

Esse Vídeo é muito bom para trabalhar com todos os alunos da escola pois fala da convivência e o respeito entre as pessoas!!! É muito importante trazer o diálogo sobre as diferenças para garantir espaço de respeito entre toda comunidade escolar!!!!
http://youtu.be/DzeeVPGN--Q